Ecólogo defende áreas prioritárias seguras e adaptar a cidade para eventos climáticos extremos
![]() |
| Vista de drone mostra barco com voluntários em busca de pessoas isoladas em casas no bairro de Mathias Velho, em Canoas (Rio Grande do Sul) Imagem: g1.globo.com |
Ana Clara Gomes e
Júlia Yasmin
Fonte: g1.globo.com
09/05/24
O alerta acima, feito em junho de 2022 durante uma audiência pública na Câmara Municipal de Pelotas e apontado em vídeos nas redes sociais como “profecia” à luz das inundações que já deixaram pelo menos 90 mortos no Rio Grande do Sul, é do ecólogo Marcelo Dutra da Silva.
Na ocasião, durante um debate sobre mudanças climáticas, o pesquisador chamou a atenção para o fato de que muitas cidades gaúchas estavam totalmente despreparadas para chuvas extremas: não sabiam quais eram suas áreas de risco, quais regiões eram vulneráveis a inundações, ou quem.
Os primeiros moradores do estado são atingidos pelas águas. Em geral, as áreas mais valorizadas pelo setor imobiliário para grandes empreendimentos e pela própria população são justamente as mais vulneráveis às inundações.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já declarou que o Estado vai precisar de um “plano Marshall”, fazendo referência ao plano de retirada na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

No comments:
Post a Comment